Liderança em Ministério   

MARKETING NA IGREJA
Doutrina sadia, boa comunhão, boa prática de oração e, de forma generalizada, um ministério o melhor possível. Poderão esses elementos garantir o crescimento de uma igreja? Não, necessariamente. Algumas vezes, não obstante tenham os ingredientes básicos nos lugares certos, as igrejas não crescem.

A. Problema

A realidade é que não são poucas as igrejas que não se comunicam bem com seu público alvo. O problema é que elas não têm uma imagem definida. Acontece que uma imagem desleixada envia às pessoas uma mensagem óbvia de desleixo; conseqüentemente, em razão desse fator muitas delas deixam de ser alcançadas. Por outro lado, uma imagem clara e definida provoca a impressão de um ministério excelente, o que redunda em sua atração sobre as pessoas.

O que é uma imagem?

Imagem é uma intangível, mas muito importante parte de uma estratégia de crescimento de uma igreja. O dicionário de Webster define imagem como: “...impressão do público em geral, a qual é freqüente e deliberadamente criada ou modificada pela propaganda ou publicidade (...)”

É bíblico fazer propaganda?

As igrejas do Novo Testamento nunca publicaram um “folder”, ou fizeram uso de propaganda usando correio ou qualquer meio similar. No entanto elas criaram uma atmosfera em que o crescimento se fazia presente. Os meios que usaram no passado chamaríamos hoje de marketing. Veja alguns exemplos:

Cartas do Novo Testamento
As cartas do Novo Testamento são instrumentos óbvios de propaganda. Lucas, João, Tiago, Pedro e Paulo, todos eles usaram essa ferramenta de propaganda a fim de comunicar o amor, o cuidado, o ensino e a exortação às pessoas que não tinham condições de ser alcançadas de outra maneira.

Boca a boca
A instrumentalidade mais antiga e também mais eficiente já estava bem presente no Novo Testamento. Milhares de pessoas foram alcançadas por esse maravilhoso instrumento de propaganda. A igreja de Tessalonica é um exemplo típico do espalhar “boca a boca”: “...partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor na Macedônia e na Acaia. Não somente isso, mas também por toda parte tornou-se conhecida a fé que vocês têm em Deus. O resultado é que não temos necessidade de dizer mais nada sobre isso”. I Tessalonicenses 1:8

Considere ainda o familiar João 3:16: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Perceba que todos os elementos de um bom marketing estão nesses versículos: o Produto – Jesus Cristo; a Oferta – Gratuita; a Promessa – Vida Eterna! Deus, na realidade foi o primeiro grande “marketeiro”. Os princípios de marketing foram criados pelo próprio Deus.

O que o marketing não pode fazer

Apesar de ser o marketing um método que pode ser usado para comunicar as Boas-Novas, ele não é um método de se ficar rico usando truques e práticas de crescimento rápido.

O marketing não irá mudar a realidade. Se a igreja não exemplifica aquilo que apregoa ela não irá crescer. Uma vez que o público visita uma igreja ele fica sabendo se o marketing é verdadeiro ou não. Uma propaganda falsa é capaz de trazer pessoas à igreja, mas apenas uma única vez.

O marketing não irá promover crescimento pessoal. O crescimento pessoal é um processo, não um evento! Ele toma lugar através do tempo e à medida que as pessoas aprendem, aplicam as verdades aprendidas e experimentam a nova vida. O melhor que o marketing pode fazer é ajudar as pessoas trazendo a elas informações que poderão auxiliá-las em seu crescimento.

O marketing não irá substituir o relacionamento pessoal. Os “marketeiros” seculares sabem muito bem que a melhor de todas as propagandas é se ter um cliente satisfeito, que irá contar a outros a boa experiência que teve com um determinado produto ou com uma loja. O mesmo ocorre com a igreja. André contou a Pedro; Felipe contou a Natanael. O espalhar de boca a boca é sempre o meio mais eficiente.

O que o marketing pode fazer

O marketing não é o coquetel de remédios para todas as doenças da igreja. No entanto, com toda a certeza poderá ser de grande benefício para seu crescimento saudável.

O marketing pode levantar o moral. Lyle Shaller, um famoso consultor de igreja americano afirma que o inimigo número um da igreja é o moral baixo. Uma estratégia positiva de marketing pode levantar o moral do povo e dar a eles um ponto de referência para convidarem seus amigos a virem à igreja.

O marketing pode criar uma atmosfera de crescimento. Visitantes em potencial podem, mediante o marketing, aprender sobre a oportunidade de um relacionamento pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Essas pessoas podem saber do interesse da igreja em lhes preencher a necessidade. Podem ainda vir a saber da sua maneira de aceitar pessoas novas na comunidade.

O marketing pode atrair visitantes. Apesar de muitas pessoas terem uma certa dificuldade em verbalizar o que as atrai a uma determinada igreja, um dos elementos de atração é a imagem que tal igreja projeta a respeito de si mesma. Um bom marketing pode criar uma imagem convidativa a fim de fazer com que as pessoas venham a se envolver em oportunidades e eventos específicos.

O marketing pode moldar as atitudes da comunidade. O marketing oferece à igreja uma oportunidade de dizer às pessoas da comunidade onde está ela localizada a respeito do seu desejo de abraçar, receber, contribuir, bem como compartilhar entusiasmo e vida de Cristo a todos que estão ao seu redor.

Como iniciar um bom marketing

Construa em sua comunidade o desejo de alcançar o perdido.
Desenvolva uma equipe de editores, escritores, desenhistas (talvez você se surpreenda com a quantidade de talentos que você tem em sua comunidade).
Investigue as necessidades, as atitudes e os interesses do seu público alvo.
Focalize seu marketing dentro da sua área de ministério.
Direcione diferentes estratégias para os atuais membros, para pessoas que andam em busca de igreja, e para a população sem igreja, que você está querendo atrair.
Invista 5% do orçamento total da igreja em seu plano de ação.

Estratégia Equilibrada

Um eficiente e produtivo marketing deve ser equilibrado entre as cinco áreas seguintes:

1. Boca a Boca: Enfatize a Grande Comissão. Construa o moral da sua congregação. Ajude seus membros a identificar amigos e familiares. Providencie uma série de eventos a fim de que membros possam trazer à igreja seus amigos e familiares.

2. Exercite Comunicação Interna. Publique uma “newsletter” da igreja, ou seja, um jornal comunitário numa base mensal ou bimensal. Ofereça oportunidades de ministério e envolvimento. Comunique vitórias e temas positivos.

3. Trabalhe na Primeira Impressão. Faça um folder tendo em mente, como alvo, a pessoa alienada do evangelho e sem nenhuma participação em igreja. Use fotos de pessoas da igreja em seu envolvimento com ministérios. Faça um convite para que as pessoas venham à igreja. Coloque no seu folder algumas frases de pessoas, indicativas da maneira em que a igreja as tem ajudado.

4. Marketing pelo Jornal Local - Use pequenos jornais que atingem diretamente seu segmento e área de ministério. Fixe determinado tema em cada propaganda. Use humor. Solicite resposta. Desenvolva quatro anúncios e repita-os quatro semanas de cada vez.

Conclusão

A questão fundamental que todas as igrejas deveriam se perguntar é esta: “O que as pessoas estão pensando a nosso respeito?”

Em todos os casos só existem três respostas.

1. Elas pensam positivamente a respeito da nossa igreja.

2. Elas pensam negativamente a respeito da nossa igreja.

3. Elas não pensam absolutamente nada a respeito da nossa igreja.

A resposta número um tem o potencial de criar uma atmosfera de crescimento. A resposta número dois é uma tragédia. A resposta número três é uma anátema!

Igrejas crescentes devem criar um ambiente onde as pessoas pensem a respeito da sua igreja, e pensem positivamente.

Nélio DaSilva

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